20 de Outubro de 2026
GERAL

O tabuleiro de 2026 sob lupa: Datafolha escancara a divisão do país entre São Paulo, Rio, Minas, Pernambuco e o Distrito Federal

Encomendada pela Globo e pela Folha, pesquisa realizada entre os dias 8 e 10 de setembro revela o termômetro das urnas nas principais praças eleitorais do país, mostrando Lula e Flávio Bolsonaro travando embates palmo a palmo no Sudeste e capital

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O tabuleiro de 2026 sob lupa: Datafolha escancara a divisão do país entre São Paulo, Rio, Minas, Pernambuco e o Distrito Federal

As urnas de outubro ainda estão no horizonte, mas o retrato de momento entregue pelo Datafolha — em levantamento de fôlego ouvido entre 8 e 10 de setembro e com 95% de nível de confiança — atesta a crueza de uma disputa presidencial polarizada, cirúrgica e geograficamente fragmentada. Divulgados neste sábado (12), os números esmiuçam a correlação de forças em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Pernambuco e Distrito Federal, revelando onde o jogo está aberto e onde há hegemonia consolidada.


O cenário que se desenha nas principais praças do país mostra o senador Flávio Bolsonaro (PL) fincando estacas competitivas expressivas no Sudeste e no Centro-Oeste, ao passo que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mantém musculatura robusta e lideranças sólidas no terreno mineiro e, de forma incontestável, no solo pernambucano.


Radiografia por praça eleitoral

No Distrito Federal, praça estratégica para a geopolítica de poder da República, Flávio Bolsonaro lidera a preferência no primeiro turno com 40% das intenções de voto, seguido por Lula, que pontua 32%, em um cenário balizado por uma margem de erro de três pontos percentuais.


Descendo para o maior colégio eleitoral do país, São Paulo, o termômetro aponta para um empate técnico que coroa a disputa pelo centro gravitacional da economia nacional. O parlamentar do PL aparece à frente com 35%, tangenciado de perto por Lula, que registra 33%. Com margem de erro de dois pontos percentuais, a bacia eleitoral paulista consolida-se, mais uma vez, como o grande campo de batalha da campanha.


No Rio de Janeiro, berço político da direita fluminense, o roteiro se repete na mesma toada de altíssima voltagem: Flávio lidera com 39%, enquanto o petista soma 35%, mantendo-se embolados dentro da margem de erro de três pontos percentuais.


Já em Minas Gerais — o tradicional fiel da balança das eleições presidenciais brasileiras —, a primazia numérica muda de mãos, mas mantém a toada de acirramento estrito. Lula lidera a preferência no primeiro turno com 37%, secundado de perto por Flávio Bolsonaro, que pontua 35%. Novamente, o empate técnico dita o tom diante da margem de erro de três pontos percentuais.


A exceção de maior amplitude geográfica e estatística no bloco divulgado reside em Pernambuco. No reduto histórico do atual inquilino do Planalto, Lula impõe uma vantagem substantiva, cravando 55% da preferência do eleitorado local contra 24% atribuídos a Flávio Bolsonaro, sob a mesma margem de erro de três pontos percentuais.


Os dados escancaram o que os estrategistas de campanha já sabiam: a eleição de 2026 não será resolvida por ondas nacionais homogêneas, mas sim pela capacidade de perfurar redutos adversários e consolidar margens mínimas nas franjas do Sudeste. O cronograma avança, e o tabuleiro segue em aberto.

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